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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Aída III

Ela não saíra do quarto desde que ele começara a preparar a mala. E dizia que assim a mala não fecharia, esse modo de dobrar as blusas não era a melhor forma de arrumar uma mala, melhor rolinhos com gominhas, assim caberia mais e sobraria mais espaço, e essas meias, não dá para deixar assim, todas soltas, e ia à área buscar um saquinho, em menos de dois minutos voltava. Ao fim ele fechou a mala sem dificuldade. Quando ele foi ao banheiro ela sentiu uma vontade imensa de chutar a parede, a mala, a cama e quebrar o abajour. Mas nada fez. Apenas desmontou o quebra-cabeça que eles demoraram algumas semanas para montar. Ele voltaria do banheiro e se perguntaria porquê, mas não diria a ela, com medo de que um ímpeto de fúria a atacasse. Achou melhor abraçá-la, a resposta dela foi empurrá-lo, como quisera fazer com a mala, a cama e... O empurrou e foi ao banheiro. Levou uma revista de viagens consigo, com bonitas fotos. A revista continuou fechada enquanto ela chorava lá dentro.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Aída II

Ele fechou a mala sentando-se em cima dela. Fechada a mala, não conseguia mais se levantar quando ela entrou no quarto com um sorriso tranquilo e triste. Ela o ajudou a levantar-se. E o abraçou. Ele chorou enquanto ela acariciava o seu rosto sem deixar cair uma lágrima. Ela o ajudou a carregar a mala.

domingo, 24 de maio de 2009

Aída I

Fechou as malas. Abriu a porta do quarto e abraçou-lhe com a pouca força que ainda lhe restava. Quando quis beijar-lhe, viu que suas lágrimas não eram únicas. Se abraçaram com vontade de não soltar jamais. Ainda faltava uma coisa para colocar na mala. Piegas, um coração.