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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Álbum XIII

e você me diz [em silêncio] que não, isso não é possível;
e entre chuvas e cadarços eu vou GRITAR seu nome
como se fosse um sopro piano de uma ÚNICA nota afinada..
Sol... Sol...
E entre chuvas e lembranças eu pintei o sete,
o oito, em espanhol catalão português,
mas você não entende essa língua.
Você não fala mais
nada
e eu me deslumbro
com borboletas.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Álbum XII

Eu canto. Coloco em xeque os seus mais doces sentimetos quando você me diz o que é a felicidade ou o momento presente. Te apresento o meu amigo silêncio para ver se ele nos ajuda a resolver as diferenças. Pode ser, um dia.

sábado, 4 de julho de 2009

Álbum XI

Abriu a caixa de fotografias. Não havia fotos, só negativos rotos. Na estante viu os álbuns: 93,94,97,98. Faltavam alguns anos para que ela se formasse em fotografia. Faltavam outros em sua memória.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Álbum X

Ele pediu para entrar. Você o deixou invadir sua estante. Ele lhe pediu um pouco mais de espaço. Então você tirou o seu violão para dar lugar às suas roupas, logo os seus casacos para dar lugar aos seus cremes, os seus livros para dar lugar aos álbuns e logo você para dar lugar a ele.

domingo, 3 de maio de 2009

Álbum IX

O desespero surgiu da bomba que ele sabia trazer no peito. Nesses momentos de ausência, de tudo que não é nada, do vazio da alma, do zero à esquerda, ele queria sumir.
Normal se sentir assim.

terça-feira, 28 de abril de 2009

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Álbum VII

Sem querer ele a empurrou enquanto passava.
Não a viu cair, nem seus cacos pelo chão.
Hoje o copo não é de cristal como o de outrora.
Ele continua empurrando pessoas sem ver.
E ela trabalha com elásticos.

sábado, 11 de abril de 2009

Álbum VI

Eles construiram aquela caixa com pedaços de madeira que foram encontrando pelo caminho. Ele dizia a ela: faremos a caixa mais linda e firme nunca antes feita. Com a mão cheia de galhos, ela sorria. Hoje restam varetas envoltas com uma corda destecida.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Álbum V

Ele vai abrir a porta do carro para você sair, contida. Com toda elegância vai te oferecer um lenço bordado para você esquentar a garganta, tirar a camisa para você não pisar na gordura que respingou do almoço.

Só para você.

A tarde toda vendo vocês trocarem gentilezas. De volta à casa, caminhava tranquilo para escrever sobre essa leve harmonia. E então a vi na esquina. Indômita, tirava a elegante camisa para ele poder entrar.

domingo, 29 de março de 2009

Álbum IV

As frutas de cera,
A roupa limpa
com cheiro de amaciante,
A vasilha do cachorro
com resto de ração,
O detergente com glicerina,
O incenso de rosas brancas,

Nada disso vai mudar

A água suja
que você deixou.

terça-feira, 24 de março de 2009

Álbum III

Quando bateu no peito uma dorzinha à toa,
ela viu que precisava de um suspiro
ou de poesia.

domingo, 1 de março de 2009

Álbum II

Nessa cidade seca,
o princípio de chuva
seria uma porta ABERTA
para a poesia

não fosse a roupa no varal.